Diretora de escola entrega docinhos e cartas motivadoras para funcionários, em Aparecida de Goiânia

Assunção Silva conta que essa foi uma forma que encontrou de mostrar à equipe que ninguém está sozinho diante das dificuldades causadas pelo coronavírus. Colegas ficaram surpresos com o gesto: ‘Eu me senti abraçada, valorizada como ser humano’.

Durante a pandemia de coronavírus, Assunção de Maria Mendes Silva, de 49 anos, decidiu fazer uma surpresa para alegrar os funcionários da Escola Estadual Simino Rodrigues de Siqueira, em Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, onde ela é diretora. A profissional começou a distribuir docinhos com uma carta de motivação para a equipe, com o objetivo de que os funcionários enfrentem esse momento de uma forma mais leve.

“Neste momento, abraços e apertos de mãos precisam ser evitados #distanciamentosocial. Mas esses beijinhos [tipo do doce] estão liberados para confortar esses dias”, escreveu a diretora nos bilhetes.

Para não causar aglomeração e evitar a propagação do coronavírus, a diretora preferiu ir à casa dos funcionários para levar a caixa de doces. Ela começou as entregas no último dia 12 de maio e ainda não conseguiu fazer todas, mas a meta é presentear todos os colaboradores até o fim deste mês.

“Fiz a entrega ao modo ‘delivery’. Sabendo que os funcionários estão em teletrabalho, avisava-os sobre a entrega quando já estava na porta da residência”, explica a diretora.

Assunção conta ainda que logo recebeu o carinho e agradecimento dos colegas pela atitude e que pôde de fato perceber o que quis mostrar para eles: que não estão sozinhos.

“Quando praticamos uma ação movidos pelo amor, a reciprocidade é percebida imediatamente. Quis demonstrar que, apesar do distanciamento, nos não estamos sozinhos, neste momento. Com essa simples atitude, eu também pude perceber isso [ que não estou sozinha”, ressalta Assunção.

Surpresa para a equipe

A secretária geral da escola, Célia Ribeiro Santiago de Sousa, de 55 anos, foi uma das funcionárias que já recebeu o carinho da diretora. Ela conta que ficou surpresa com a atitude.

“Ele passou uma mensagem pedindo para ir lá fora, me entregou a caixinha de doces com a carta e logo acelerou o carro. Eu fiquei no portão olhando sem reação. Achei muito fofo nesse momento tão difícil que estamos vivendo”, afirma a secretária.

Ainda segundo Célia, apesar do encontro momentâneo, ela diz ter se sentido acolhida e valorizada.

“Eu me senti abraçada, valorizada como ser humano. Foi magnífico, porque eu jamais estava esperando tal atitude, pois estávamos em meio a uma demanda grande de trabalho, um corre corre danado, dando assistência aos pais, à própria secretaria”, conta.

Fonte: G1

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