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Com UTIs enchendo, Crivella libera casamentos e shows no Rio

  A libera√ß√£o n√£o inclui boates, rodas de samba e quadras de escolas de samba, mas inclui casas de festas infantis, mesmo com as aulas da rede pública ainda [...]

Por Silas Vinicius em 01/10/2020 às 22:04:28

 

A libera√ß√£o n√£o inclui boates, rodas de samba e quadras de escolas de samba, mas inclui casas de festas infantis, mesmo com as aulas da rede pública ainda vetadas. J√° as casas de show dever√£o ter lugar marcado, venda de ingressos pela internet e limita√ß√£o de 50% da capacidade.

A permiss√£o para a música ao vivo também vale para bares e restaurantes, que continuam proibidos de comercializar bebidas para quem est√° de pé na rua, fora dos comércios -regra que vem sendo constantemente desrespeitada em frente a bares na zona sul, por exemplo.

Crivella, que chama a nova fase da reabertura de "6B" porque antecipou uma parte das flexibiliza√ß√Ķes, diz que em seguida a cidade deve passar por um período "conservador".

"A fase 6B tem previs√£o de 15 dias, e ent√£o ser√° feita uma avalia√ß√£o. É a última fase dessa retomada de atividades econômicas que iniciamos em junho. Em seguida, poderemos passar ao período conservador, e espero que as pessoas estejam conscientes da necessidade de usar m√°scara, manter higieniza√ß√£o das m√£os e evitar aglomera√ß√£o, até que tenhamos a vacina contra a Covid-19", declarou.

Outras atividades que ele permitiu foram as feiras de artesanato e food parks, assim como feiras de negócios e exposi√ß√Ķes abertas.

Ambulantes podem voltar aos parques, praças e mercados populares, mantendo o distanciamento de dois metros entre as barracas.

A venda da pipoca e do refrigerante também retorna aos cinemas e teatros após reivindica√ß√£o dos empres√°rios do setor, que j√° estava autorizado a reabrir com metade da capacidade desde 14 de setembro. Museus, galerias, bibliotecas, arenas e circos devem, em tese, respeitar o limite de quatro metros quadrados por pessoa.

 

Foto: T√Ęnia Rego/Agência Brasil

 

As ruas e praias do Rio de Janeiro est√£o cheias desde o início de agosto, apesar de restri√ß√Ķes que proíbem ficar na areia. A m√°scara j√° n√£o parece um item obrigatório (apesar de ser), e a fiscaliza√ß√£o é rara.

A secretaria municipal de Saúde afirma que o aumento da ocupa√ß√£o de UTIs se deve ao fechamento de leitos estaduais e privados, o que reduziu o total disponível. Com o afastamento do governador Wilson Witzel (PSC) e a denúncias de desvio de recursos para o combate à pandemia, o Rio n√£o tem mais hospitais de campanha estaduais em funcionamento, apenas um municipal.

Graccho Alvim, da associa√ß√£o de hospitais particulares, afirma que muitas unidades privadas que haviam fechado alas dedicadas à doen√ßa voltaram a abri-las nas últimas semanas, apesar de n√£o divulgarem os números absolutos de vagas. "A situa√ß√£o é preocupante [para a rede privada], porque com o fechamento das unidades públicas, para onde v√£o esses pacientes?", diz o pediatra, que se diz preocupado ainda com as crian√ßas.

"Nesta semana tivemos dificuldade para conseguir leitos de pediatria na rede privada. Com as pessoas saindo de casa, come√ßamos a ver um número maior de crian√ßas infectadas, e temos poucos leitos infantis. N√£o sei qual vai ser o impacto após reabertura das aulas", afirma.

Nos últimos dois meses tem se observado no estado uma flutua√ß√£o na média móvel de novos casos e óbitos pela Covid-19. Na última semana, as mortes têm seguido tendência de aumento.

A pesquisadora da Fiocruz Margareth Portela alerta para o risco de um repique semelhante ao europeu, lembrando que no Rio a estabilidade se deu num patamar ainda alto. "Estamos preparados para contratar pessoas, botar os leitos para funcionar?"

A prefeitura afirma que busca abrir mais 95 leitos de UTI com financiamento do Ministério da Saúde. J√° o estado diz que negocia parceria com os municípios para a abertura de mais 140 leitos intensivos e que, caso seja necess√°rio, é possível contratar leitos privados.

Fonte: Banda B

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